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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Energia Hídrica

Usina de Itaipu Binacional (Brasil)
Usina de Três Gargantas (China)
Hídroelétricas
Uma das maneiras mais populares de se gerar energia no Brasil é através do uso de usinas hidroelétricas. Estas usinas funcionam de maneira a aproveitar a energia intrínseca ao movimento da água, principalmente em quedas d’água, naturais ou artificiais.
Geralmente as usinas podem ser construídas de duas maneiras, dependendo das características do relevo e dos rios. Existem as usinas encaixadas em vales, onde o impacto ao meio ambiente é atenuado, pois a força das águas é mais concentrada e a área alagada é menor, e as usinas baseadas no alagamento de grandes áreas. Estas últimas, além dos enormes impactos ambientais, geralmente com supressão de vegetação nativa e deslocamento da fauna, possuem problemas sociais substanciais devido à necessidade de reassentamento das populações locais e, por vezes, à eliminação de atividades da cultura tradicional.
As maiores usinas hidroelétricas do mundo alcançam um potencial instalado enorme, como a Usina de Itaipu com 14 mil megawatts (MW). As pequenas centrais hidroelétricas são aquelas que possuem potência instalada de até 30 MW.
A oferta interna de eletricidade no Brasil alcançou 460,5 TWh (1 TW = 1 bilhão de MW) em 2006 (inclui importação líquida), dos quais 84,6% ou 390 TWh (348,8 nacional e 41,2
importados) foram gerados por fontes hídricas. Destes, 74,1% foram gerados por grandes
centrais hidrelétricas, 8,9% foram provenientes da parcela paraguaia de Itaipu e 1,7% por pequenas centrais hidrelétricas.
Estimativas indicam que 76% do potencial do Brasil ainda não foi aproveitado, porém ele está localizado em áreas longínquas dos grandes centros de consumo, o que significa grandes perdas na distribuição da energia e na destruição de habitats naturais ainda isolados. Cerca de 52% deste potencial está na Bacia do Amazonas.

Gases do Efeito Estufa
As hidroelétricas emitem gases do efeito estufa através de dois processos conhecidos. Um deles é a decomposição da biomassa inundada pelo reservatório, que resulta na emissão de metano e pode ser quantificada. O outro é a decomposição de outros tipos de matéria orgânica que acabam no reservatório, como esgotos urbanos, águas residuais e o próprio carbono estocado no solo, sendo estes processos complexos e difíceis de serem quantificados. Existem várias pesquisas sendo desenvolvidas nesta área.
“A hidrelétrica ainda é importante para expansão da geração, porque ainda é abundante e sai a um preço menor. Há restrições ambientais e que têm de ser cumpridas. Infelizmente as hidrelétricas emitem gases de efeito estufa, o que se pensava ser secundário, desprezível, mas não é”, afirma o professor Luiz Pinguelli Rosa, da COPPE/UFRJ.

Fonte: www.institutocarbonobrasil.org.br

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