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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Escassez de água

Quais as áreas mais atingidas?

Os mananciais do planeta estão secando rapidamente, o que vai se somar ao crescimento populacional, à poluição e ao aquecimento global, resultando na diminuição da quantidade de água disponível para cada pessoa no mundo. A quantidade per capita no mundo vem caindo desde 1970.
Segundo alerta relatório das Nações Unidas, a escassez da água vai afetar diretamente a qualidade de vida. Atualmente já são 2 bilhões de pessoas enfrentando a falta de água, a previsão é que em 2025 este número dobre. Em cem anos o consumo de água cresceu 6 vezes, taxa duas vezes maior que o crescimento demográfico. O uso intensivo na agricultura foi a principal causa do aumento.
 
A metade dos 12.500 km3 de água doce disponíveis no planeta já está sendo utilizada e, nos próximos 20 anos, é esperado que a média mundial de água disponível por habitante diminua um terço, fazendo com que duas em cada três pessoas tenham que viver numa situação crítica de escassez de água. Infelizmente, quase todos os 3 milhões de habitantes que devem ser adicionados à população mundial até 2050 nascerão em países que já sofrem com a escassez de água. Ou seja, não terão acesso a água de qualidade.

As áreas mais atingidas serão a África, a Ásia Central e o Oriente Médio, local onde especialistas acreditam que eventuais conflitos, se vierem a ocorrer no neste século, serão causados cada vez mais por causa da água e cada vez menos por causa do petróleo.  
 
Veja também:

Água potável

Água potável

Apenas 3% das águas são doces

Agência Fapesp
Apesar de ser o rio mais caudaloso do mundo, Amazonas já sente efeitos do aquecimento global

A água potável é um recurso finito, que se espalha em partes desiguais pela superfície terrestre. Se, por um lado, seu ciclo natural se responsabiliza pela sua manutenção tornando-a um recurso renovável, por outro, suas reservas são limitadas.
A quantidade de água doce produzida pelo seu ciclo natural é hoje basicamente a mesma que em 1950 e que deverá permanecer inalterada até 2050. Essencial para a vida, a água doce tornou-se um problema em todos os continentes, levando a ONU (Organização das Nações Unidas) a criar em 2004 o Dia Mundial da Água - 22 de março.
Preocupar-se com a escassez de água em um planeta que tem 75% de sua superfície coberta por água parece absurdo. No entanto, a maior parte desse volume encontra-se nos mares e oceanos - água salgada, imprópria para o consumo humano e para a produção de alimentos.
Apesar de 75% da superfície do planeta ser recoberta por massas líquidas, a água doce não representa mais do que 3% desse total. Apenas um terço da água doce - presente nos rios, lagos, lençóis freáticos superficiais e atmosfera - é acessível. O restante está concentrado em geleiras, calotas polares e lençóis freáticos profundos, conforme mostra a tabela abaixo:
Local
Volume (km3)
Percentual do total (%)
Oceanos
1.370.000
97,61
Calotas polares e geleiras
29.000
2,08
Água subterrânea
4.000
0,29
Água doce de lagos
125
0,009
Água salgada de lagos
104
0,008
Água misturada no solo
67
0,005
Rios
1,2
0,00009
Vapor d’água na atmosfera
14
0,0009
Fonte: R.G. Wetzel, 1983.

Consumo de água

Embora seja uma substância abundante em nosso planeta, especialistas alertam para um possível colapso das reservas de água doce, que vêm se tornando uma raridade em vários países. A quantidade de água no mundo permanece constante, ao passo que a procura aumenta a cada dia e, somada a essa, procura tem-se atitudes e comportamentos que vão do desperdício à poluição, resultando numa relação desigual entre natureza e seres humanos - enquanto as reservas de água estão diminuindo, a demanda cresce de forma dramática e em um ritmo insustentável.

Referências Bibliográficas

"A questão da água no Brasil e no mundo" - Nelson Bacic Olic - Revista Pangea Mundo;
"A possível futura escassez de água doce que existe na Terra" - Rosana Camargo


Fonte: Folha de São Paulo

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Mariores Acidentes Geograficos

Acidentes geográficos

Maiores rios, oceanos e desertos do planeta

Veja lista dos acidentes geográficos mais conhecidos do planeta: os maiores oceanos, os mares mais extensos, os maiores rios do mundo, os maiores desertos, as maiores altitudes, as maiores quedas d'água, os lagos mais extensos e as maiores ilhas da Terra.

Maiores acidentes geográficos
Os oceanos *
Área (km2)
Profundidade máx. (m)
Pacífico
179,7 milhões
11.524
Atlântico
106,1 milhões
9.220
Indico
74,9 milhões
9.000
Os três mares mais extensos
Área (km2)
Profundidade máx. (m)
Mar da Arábia
3,68 milhões
5.800
Mar da China Meridional
3,45 milhões
5.560
Mar do Caribe
2,75 milhões
7.680
Os três maiores rios
Localização **
Extensão (km)
Amazonas
Brasil
6.868
Nilo
Egito
6.671
Xi-Jiang
China
5.800
Os três maiores desertos
Localização
Extensão em km2
Saara
Norte da África
8,6 milhões
Gobi
Mongólia e noroeste da China
1,3 milhão
Kalahari
Sudoeste da África
930 mil
As maiores altitudes
Localização
Altura (m).
Everest
Nepal/China
8.848
K-2
Paquistão/China
8.611
Kanchenjunga
Nepal/índia
8.598
As três maiores quedas d’água
Localização
Altura(m)
Salto Angel
Venezuela
979
Tugela
África do Sul
914
Utigard
Noruega
800
Os três lagos mais extensos
Localização
Área (Km2) – Profundidade máx. (m)
Mar Cáspio
Oeste da Ásia
371 mil – 1.025
Superior
EUA/Canadá
84 mil – 406
Victoria
Uganda/Tanzânia/Quênia
68 mil– 73
As três maiores ilhas
Área (km2)
Groenlândia
2,18 milhões
Nova Guiné
785 mil
Bornéu
736 mil
* Alguns geógrafos consideram o oceano Glacial Ártico (com 14,09 milhões de km não como um oceano, mas como um mar formado pelo oceano Atlântico.A área do Atlãntico mencionada nesta tabela inclui o Ártico.
** Principal país que o rio atravessa.


Fonte: UOLEducação

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Por que Tanto Calor e Chuva?

Recentemente nos deparamos com altas temperaturas e excesso de chuvas em muitas cidades brasileiras. Para compreender os motivos e as consequências desses fenômenos, associados ao tempo e ao clima, necessitamos de vários materiais em diferentes áreas do conhecimento.

Chuva - Calor e Chuva

 A chuva é um fenômeno meteorológico que consiste na precipitação de água sobre a superficie da Terra. Seu processo de formação ocorre quando a água que está na superfície da Terra, ao ser aquecida pelo calor do Sol, evapora e se mistura com o ar. Como no alto da atmosfera o ar é muito frio, nessa região o vapor de água se condensa, formando pequenas gotinhas de água ou minúsculos cristais de gelo que flutuam no ar, dando origem ás nuvens. Com o tempo mais água pode se condensar, aumentando o tamanho das gotinhas. Quando o peso não lhes permite mais ficarem suspensas, as gotas de água caem de volta para a superfície da Terra, formando dessa maneira as gotas de chuva.

Tempo e Clima - Calor e Chuva

Segundo o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), existe diferença entre o tempo e o clima. O tempo é o estado físico das condições atmosférica em um determinado momento e local. Isto é, a influência do estado físico da atmosfera sobre a vida e as atividades do homem. O clima é o estudo médio do tempo para o determinado período ou mês em uma certa localidade. Também, se refere às características da atmosfera inseridas das observações contínuas durante um certo período. O clima abrange maior número de dados e eventos possíveis das condições de tempo para uma determinada localidade ou região.
Desta maneira, tempo e clima são dois termos que estão intimamente relacionados, mas, mesmo assim, distintos. É bom lembrar, que a temperatura, chuva, vento, umidade, nevoeiro, nebulosidade, etc., formam o conjunto de parâmetros do tempo (estado instantâneo da atmosfera) e o clima, portanto, corresponde ao comportamento das condições atmosféricas de determinado lugar por muitos anos sucessivos.

Urbanização - Calor e Chuva

Somente na segunda metade do século XIX e todo o século XX ocorreu um intenso processo de urbanização da população mundial. Com o rápido e em muitos casos desordenado crescimento das cidades, muitos países passaram a acumular problemas ambientais como: Ilhas de calor, resíduos sólidos, ocupações irregulares, impermeabilização do solo e enchentes. As grandes cidades enfrentam mais esses problemas devido a densidade populacional alta, as condições de vida precária e os investimentos públicos insuficientes.
Fonte: http://www.diaadia.pr.gov.br/temasatuais/

Rio de Janeiro - Desastres Naturais

Segundo o Núcleo de Pesquisa e Aplicação de Geotecnologias em Desastres Naturais e Eventos Extremos - INPE - os desastres naturais são causados pelo impacto de um fenômeno natural de grande intensidade sobre uma área ou região povoada, podendo ou não ser agravado pelas atividades antrópicas.

 Para exemplificar, uma tempestade severa (evento natural) produz fortes chuvas e ventos. Quando se desloca sobre áreas urbanas (perigo), densamente ocupadas, podem gerar destelhamentos, inundações nas áreas próximos aos rios e escorregamentos nas encostas mais íngremes, consideradas áreas de risco. Atingindo estas áreas, casas são alagadas e destruídas, pessoas acabam morrendo e outras tantas são obrigadas a procurar locais seguros, como os abrigos temporários.

Assim sendo, a tragédia que aconteceu no Rio de Janeiro será abordada no "em Foco", tanto em "Desastres Naturais", quanto em "Por que Tanto Calor e Chuva?".

A Tragédia no Rio de Janeiro

O temporal que provocou tragédia no estado do Rio de Janeiro, começou a cair no final da tarde de segunda-feira (05/04/2010) e levou o caos à capital, a qual praticamente parou na terça-feira. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), somente na terça-feira choveu mais do que o esperado para todo o mês de abril na cidade. A tragédia das chuvas, que resultou em deslizamentos de terra, como o Morro do Bumba, em Niterói, escancarou o problema da ocupação de encostas.

Da montanha de terra e lixo que cobriu muitas casas no Morro do Bumba, um antigo depósito de lixo, foram contabilizadas muitas mortes, além da capital, e outras cidades como São Gonçalo, Petrópolis, Nilópolis, Paracambi e Magé. A maioria das mortes aconteceu em regiões de encostas e áreas de risco.

Após reunião de emergência, a Prefeitura elaborou um mapa apontando as áreas de risco prioritárias, ou seja, as que têm ainda chances maiores de sofrer deslizamentos.

As autoridades municipais discutirão a aplicação pontual de intervenções que, na prática, devem representar o despejo de milhares de pessoas em 33 bairros cariocas.

Causas da tragédia

Desastres naturais - Brasil - Enchentes * Este link direciona para uma página em flash e/ou gifts animados.
Saiba mais

ícone para acessar lista de imagensFotos*  dos transtornos causados pela chuva no Rio de Janeiro
Acesse as fotos

Fonte: SEED/PR

Desastres Naturais

Segundo o Inpe, os desastres são conceituados como o resultado de eventos adversos que causam grandes impactos na sociedade, sendo distinguidos principalmente em função de sua origem, isto é, da natureza do fenômeno que o desencadeia. A Defesa Civil no Brasil, obedecendo as normativas da Política Nacional de Defesa Civil, classifica os desastres como naturais, humanos e mistos. Basicamente, a diferença nessa conceituação está na participação direta ou não do homem. Simplificando a análise, os desastres podem ser distinguidos como humanos e naturais. Clique aqui para ver o artigo sobre desastres humanos e naturais.

Como fenômenos naturais comuns que podem resultar em desastres naturais, pode-se citar: ciclones, dilúvios, deslizamentos de terra, endemias, epidemias, pandemias, erosão, erupção vulcânica, ciclone tropical (furacão, tufão), incêndio florestal, inundação, queda de meteoro, tempestades (gelo, granizo, raios), tornado, tsunami, terremoto.
Fonte: www.diaadiaeducacao.pr.pr.br

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Hotspots Ambientais


O que é Hotspot?
É importante conhecermos o conceito de hotspot ambiental e entender a importância da conservação das áreas assim denominadas e sabermos localizar os hotspots no mundo e no Brasil e buscar informações relevantes sobre cada um deles.
O conceito de "hotspot" ambiental e a importância da preservação das áreas assim denominadas. Hotspot foi o termo escolhido em 1988 pelo cientista ambiental inglês Norman Myers, da Oxford University, para identificar regiões que concentram os mais altos níveis de biodiversidade da Terra e que são, ao mesmo tempo, as áreas mais ameaçadas do planeta. Para ser considerada hotspot, a área precisa conter, no mínimo, 1500 espécies de plantas endêmicas (que só nascem naquele local) e ter perdido mais de ¾ de sua vegetação original.
Hoje, de acordo com levantamento da organização não governamental Conservação Internacional, existem 34 hotspots no planeta. Juntos, eles cobrem menos de 3% da superfície total. Identificá-las foi o primeiro passo para incentivar a discussão de políticas públicas que garantam sua preservação.


Resumindo (Texto de Apoio):

HOTSPOT AMBIENTAL
É toda área prioritária para conservação, isto é, de alta biodiversidade e ameaçada no mais alto grau. Para ser considerada hotspot, uma área deve ter pelo menos 1.500 espécies endêmicas de plantas e, ao mesmo tempo, ter perdido mais de 3/4 de sua vegetação original.
Fonte: Conservação Internacional - Brasil
BIODIVERSIDADE (OU DIVERSIDADE BIOLÓGICA)
É a riqueza e a variedade do mundo natural. As plantas, os animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano. Para entender o conceito de biodiversidade, devemos considerar o termo em dois níveis diferentes: todas as formas de vida, assim como os genes contidos em cada indivíduo, e as inter-relações entre elas (quando a existência de uma espécie afeta diretamente muitas outras), ou seja, os ecossistemas.
WWF Brasil
CONSERVAÇÃO
É o manejo do uso humano de organismos e de ecossistemas com a finalidade de garantir a sustentabilidade desse uso. Além disso, conservação inclui proteção, manutenção, reabilitação, restauração e melhoramento das populações e dos ecossistemas.
IUCN – International Union for Conservation of Nature
DEGRADAÇÃO AMBIENTAL
Ocorre quando há uma modificação no meio ambiente que altere as características físicas, químicas e biológicas presentes nesse meio, inviabilizando sua regeneração ou recuperação de forma natural.
IUCN – International Union for Conservation of Nature

*** Clique nos endereços abaixo para obeter mapas dos Hotspots Ambientais:
http://eco.ib.usp.br/lepac/conservacao/ensino/imagens/hotspots.gif
http://www.conservation.org.br/arquivos/Mapa%20Hotspots%202005.pdf