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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Rios Voadores

O Fenômeno dos Rios Voadores

Pequenas nuvens que surgiram como resultado da evapotranspiração da floresta amazônica, em torno do Rio Juruá, AM.

O termo ‘rio voador’* descreve em termos poéticos um fenômeno real que tem um impacto significante em nossas vidas.
Os rios voadores são cursos d’água invisíveis, correntes de ar que passam acima das nossas cabeças carregando umidade e vapor de água da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.
Ao se encontrar com certas condições meteorológicas, como uma frente fria, por exemplo, essa umidade (que a gente nem percebe) pode ser transformada em chuva. Chuva que é de suma importância para nossa vida e para a economia do país, irrigando as lavouras, enchendo os rios terrestres e as represas que fornecem nossa energia.
Por incrível que pareça, a quantidade de vapor de água transportada pelos rios voadores pode ser da mesma ordem de grandeza da vazão do rio Amazonas (200.000 m3/s). O projeto Rios Voadores coloca uma lupa neste processo, voando junto com os ventos, amostrando o vapor em busca de maiores explicações.
O Brasil tem, sim, uma posição privilegiada no que diz respeito aos recursos hídricos. Porém, com o aquecimento global e as mudanças climáticas que ameaçam alterar regimes de chuva em escala mundial, é hora de analisarmos melhor os serviços ambientais prestadas pela floresta amazônica antes que seja tarde demais.
*A expressão "rios voadores" foi utilizada pela primeira vez pelo prof. José Marengo do CPTEC.

Links de sites relacionados ao tema:
CPTEC- Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos: www.cptec.inpe.br
INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais: www.inpe.br
INPA - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia: www.inpa.gov.br
LBA - Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia : lba.inpa.gov.br/lba/
IMAZON - Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia: www.imazon.org.br


Uma bela nuvem irrigando de graça os campos de Mato Grosso.
É possível ver a olho nu o processo de reciclagem da umidade. Pouquíssimo tempo depois da passagem da chuva, a floresta começa a lançar a umidade de volta para a atmosfera.
Cai uma boa chuva sobre o cerrado em volta do Alto Araguaia




Fonte: www.brasildasaguas.com.br

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

População Brasileira

Dados Atuais sobre a População do Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado do Censo 2010: o País tem população de 190.732.694.
Para saber mais sobre os dados da pesquisa clique AQUI.
clique na imagem para ampliar

Solos - Uso Sustentável

Terra

A desertificação é considerada um dos problemas mais graves decorrentes da degradação do solo, pois pode levar milhares de pessoas a terem que deixar suas terras.

Mais de 1 bilhão de pessoas vive em regiões áridas, semi-áridas e subúmidas secas, responsáveis por 22% da produção de alimentos do mundo.  Em áreas como na região subsaariana e na Ásia Central, as taxas de mortalidade infantil são de 10% a 20% maiores que nos países industrializados e também há sérias preocupações sobre os movimentos maciços de pessoas, segundo o professor Zafar Adeel, diretor da Rede Internacional sobre Água, Meio Ambiente e Saúde - um organismo subordinado à Universidade das Nações Unidas com sede no Canadá.

Cerca de 15,7 % do território brasileiro (mais de 1,3 milhão de quilômetros quadrados) pode se tornar desértico, uma área habitada por 32 milhões de pessoas, segundo o Ministério do Meio Ambiente.

A erosão pode ser um processo natural e importante para a formação dos relevos, quando é resultado do transporte do solo pela água, vento ou gelo. O problema ocorre quando há intervenção humana, com a destruição de florestas, uso agrícola intensivo, a expansão desordenada das cidades ou as poluições orgânicas e industrial, que levam a uma erosão mais severa.

Segundo a Confagri, uma cooperação agrícola portuguesa, nos últimos 40 anos, cerca de um terço dos solos agrícolas mundiais deixaram de ser produtivos, do ponto de vista agrícola, devido à erosão.

A erosão destrói as estruturas que compõem o solo, como areias, argilas, óxidos e húmus. O solo é considerado desértico quando perde a capacidade de realizar suas funções e não é mais capaz de sustentar vegetações. A fertilidade do solo depende de vários fatores físicos e químicos.

Práticas agrícolas mais desenvolvidas e que tenham relação mais simbiótica com o clima são essenciais para combater a deterioração do solo, assim como a recomposição da malha hídrica com a devida proteção de nascentes. Práticas de conservação podem minimizar o problema, como a preservação de matas e florestas.

Saiba mais

    - "Mais de 30% das emissões de gases que causam efeito estufa procedem da degradação do solo, como a erosão", segundo o subdiretor do Serviço de Conservação do Solo da Islândia, Andres Arnalds. (Fonte: Terra)
   - Muito da superfície terrestre é relativamente novo, tendo menos de 100 milhões de anos; as partes mais velhas da crosta terrestre têm até 4,4 mil milhoes de anos.(Fonte: Wikipédia)
    - A área total da Terra é de aproximadamente 510 milhões de km², dos quais 149 milhões são de terras firmes e 361 milhões são de água. (Fonte: Wikipédia)
    - As linhas costeiras (litorais) da Terra somam cerca de 356 milhões de km. (Fonte: Wikipédia)
    - Erosão é tão grave quanto mudanças climáticas



Fonte:http://www.institutocarbonobrasil.org.br/

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Energia Hídrica

Usina de Itaipu Binacional (Brasil)
Usina de Três Gargantas (China)
Hídroelétricas
Uma das maneiras mais populares de se gerar energia no Brasil é através do uso de usinas hidroelétricas. Estas usinas funcionam de maneira a aproveitar a energia intrínseca ao movimento da água, principalmente em quedas d’água, naturais ou artificiais.
Geralmente as usinas podem ser construídas de duas maneiras, dependendo das características do relevo e dos rios. Existem as usinas encaixadas em vales, onde o impacto ao meio ambiente é atenuado, pois a força das águas é mais concentrada e a área alagada é menor, e as usinas baseadas no alagamento de grandes áreas. Estas últimas, além dos enormes impactos ambientais, geralmente com supressão de vegetação nativa e deslocamento da fauna, possuem problemas sociais substanciais devido à necessidade de reassentamento das populações locais e, por vezes, à eliminação de atividades da cultura tradicional.
As maiores usinas hidroelétricas do mundo alcançam um potencial instalado enorme, como a Usina de Itaipu com 14 mil megawatts (MW). As pequenas centrais hidroelétricas são aquelas que possuem potência instalada de até 30 MW.
A oferta interna de eletricidade no Brasil alcançou 460,5 TWh (1 TW = 1 bilhão de MW) em 2006 (inclui importação líquida), dos quais 84,6% ou 390 TWh (348,8 nacional e 41,2
importados) foram gerados por fontes hídricas. Destes, 74,1% foram gerados por grandes
centrais hidrelétricas, 8,9% foram provenientes da parcela paraguaia de Itaipu e 1,7% por pequenas centrais hidrelétricas.
Estimativas indicam que 76% do potencial do Brasil ainda não foi aproveitado, porém ele está localizado em áreas longínquas dos grandes centros de consumo, o que significa grandes perdas na distribuição da energia e na destruição de habitats naturais ainda isolados. Cerca de 52% deste potencial está na Bacia do Amazonas.

Gases do Efeito Estufa
As hidroelétricas emitem gases do efeito estufa através de dois processos conhecidos. Um deles é a decomposição da biomassa inundada pelo reservatório, que resulta na emissão de metano e pode ser quantificada. O outro é a decomposição de outros tipos de matéria orgânica que acabam no reservatório, como esgotos urbanos, águas residuais e o próprio carbono estocado no solo, sendo estes processos complexos e difíceis de serem quantificados. Existem várias pesquisas sendo desenvolvidas nesta área.
“A hidrelétrica ainda é importante para expansão da geração, porque ainda é abundante e sai a um preço menor. Há restrições ambientais e que têm de ser cumpridas. Infelizmente as hidrelétricas emitem gases de efeito estufa, o que se pensava ser secundário, desprezível, mas não é”, afirma o professor Luiz Pinguelli Rosa, da COPPE/UFRJ.

Fonte: www.institutocarbonobrasil.org.br

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dicas Ambientais

Cada um pode fazer sua parte para ajudar a nossa Terra sobrecarregada e sofrida. São pequenas ações que não nos custam nada, apenas pedem um pouco de reflexão e um pouco menos egoismo. Veja abaixo algumas sugestões de como você pode ajudar, especialmente no que diz respeito à água trazida até você pelos rios voadores!

De onde vem a água que bebemos? Do mesmo rio onde jogamos esgoto! Vamos pressionar as municipalidades a investir no tratamento do esgoto. É importante para nosso bem-estar e o dos amigos que vivem rio abaixo.
Água mineral em sua casa, de preferência só de garrafão! As garrafas menores, descartáveis, além de poluir o ambiente acabam saindo bem mais caro.
Banho e dentes. Tome banho rápido! Um banho demorado chega a gastar de 95 a 180 litros de água limpa. Banhos de, no máximo, 10 minutos economizam água e energia elétrica. Escovando os dentes com a torneira aberta, você pode gastar 25 litros. O certo é primeiro escovar e depois abrir a torneira apenas o suficiente para encher um copo com a quantidade necessária para o enxágüe.
Na cozinha, não lave os alimentos ou pratos com a torneira aberta, utilize sempre um recipiente. Ao terminar, esta água pode ser aproveitada para regar as plantas. Ao lavar louças, panelas e talheres com a torneira aberta o tempo todo, você acaba desperdiçando até 105 litros. É melhor primeiro passar a esponja e ensaboar e depois enxaguar tudo de uma só vez. Se você tiver lavar-louças, use-a apenas quando estiver cheia.
Não despeje óleo de frituras usado na pia ou vaso sanitário, ele flutuará sobre a água e é muito difícil de eliminar. Jogar na pia ou por outro ralo é um dos maiores erros que podemos cometer. Por que fazemos isto? Porque ninguém nos diz como fazer, ou não nos informamos. UM LITRO DE ÓLEO CONTAMINA CERCA DE 1 MILHÃO DE LITROS DE ÁGUA, o equivalente ao consumo de uma pessoa no período de 14 anos! Se despejado no ralo, o óleo de cozinha torna-se um grande poluidor, facilita o entupimento dos canos e exige gastos maiores na rede de tratamento de esgotos para decantá-lo. A saída é a reciclagem. Procure saber se existe uma empresa na sua cidade que coleta óleo usado - há muitas!
Ao lavar roupas, apenas use a máquina de lavar quando ela estiver bem cheia. Não exagere no uso de sabão em pó, porque ela vai acabar nos nossos rios.
Aperte a descarga apenas o tempo necessário. Uma válvula de privada no Brasil chega a utilizar 20 litros de água em um único aperto! Hoje existem vasos sanitários com descargas que utilizam menos água ou que tem duas opções da quantidade de água a ser despejada.
Vazamento de água? Feche o registro e todas as torneiras (internas e externas) e observe se o hidrômetro continua movimentando os ponteiros. Em caso positivo, deve existir um vazamento. Fique de olho e feche sempre a torneira! Ao deixar a torneira aberta, você pode estar gastando de 12 a 20 litros de água por minuto. Se deixar pingando, são desperdiçados 46 litros por dia – o que equivale ao consumo médio por pessoa por dia na África.
Lavando o automóvel com a mangueira pode gastar 560 litros em 30 minutos. Lavar apenas quando for realmente preciso, usando um balde: a economia será de 520 litros.
Mangueira ou vassoura? Ao lavar a calçada, muitas pessoas utilizam a mangueira como se fosse vassoura. O certo é utilizar uma vassoura de verdade! Depois, se quiser, jogue um balde d’água, mas não deixe a mangueira aberta o tempo todo gastando até 300 litros de água.
Cuidando do jardim: ter um jardim bonito e bem cuidado sem desperdiçar água é possível. Antes de abrir a torneira, consulte a meteorologia. Caso tenha previsão de chuva, não é necessário irrigar o jardin ou as plantas na sua varanda!  Molhando as plantas envolve um gasto médio de 186 litros em 30 minutos. Que tal armazenar a água da chuva para molhar suas plantas? Regue sempre de manhã cedo, evitando que a água evapore com o calor do dia e apenas quando necessário, usando um esguicho tipo "revólver" que libera a água só quando acionado. Outra dica legar se você tiver um aquário: ao limpá-lo, aproveite a água para regar as plantas. Esta água está enriquecida com nitrogênio e fósforo, e as plantas vão adorar!
Comprando produtos locais: boa parte do custo dos produtos que compramos vai para pagar o transporte rodoviário que, por sua vez, gera toneladas de CO2. Se procurarmos comprar produtos da nossa região - especialmente frutas, legumes, etc. - reduzimos esse impacto.
Economizando energia elétrica. No Brasil, a maior parte da nossa energia vem das hidreléticas. Elas, por sua vez, causam danos ambientais, impactos sociais e geram métano. A gente pode fazer nossa parte para reduzir o consumo. Por exemplo, podemos trocar lâmpadas incandescentes para as fluorescentes,  mais econômicas. Podemos ficar menos tempo no chuveiro, reduzindo simultaneamente o uso da água e o consumo de energia.
Pressão política. Não podemos ser apáticos com relação à nossa saúde e ao nosso próprio futuro. Vamos pressionar nossos prefeitos para cuidar do saneamento básico, instalando rede de esgoto e especialmente estação de tratamento de esgotos.
Afinal, qual é sua pegada ecológica? Você acha que é uma pessoa consciente, que tenta minimizar seu impacto? Entre no link e faça o teste, para saber como anda sua contribuição para preservação do nosso planeta: http://www.pegadaecologica.org.br/
Lixo na margem do rio
Poluição dos Rios


Valorize o que você tem

Voce tem sorte, tem água em casa

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Atmosfera - Evaporação

Ar

Que as florestas ajudam a moderar a temperatura e a regular a umidade de um local por meio da    evapotranspiração não é novidade para muita gente. O que grande parte dos brasileiros não sabe é que as chuvas que caem na região Sul do país, por exemplo, são resultantes da água proveniente da Amazônia.

Todos os dias milhares de toneladas de vapor de água migram do Norte do país em direção ao Sul. Essas correntes de ar que carregam a umidade da Floresta Amazônica, conhecidas como “rios voadores”, são responsáveis por 44% das chuvas no Brasil.

Uma pesquisa realizada por especialistas que participam de uma expedição para coletar amostras desse rio flutuante verificou que a grande maioria dos brasileiros acredita que a chuva e a umidade são originárias do Sul ou de outros locais. Os estudiosos têm comprovado, no entanto, que a maior parte das águas vem das árvores – sendo que cada uma delas elimina para atmosfera mais de 300 litros por dia.

“Os rios voadores podem conter o maior volume de água doce do mundo”, afirma o pesquisador Gerard Moss, que sobrevoa a região avaliando o fenômeno. Ele explica que a quantidade de vapor  d’água transportada por esses rios voadores pode chegar a volumes maiores que a vazão de todos os rios do Centro-oeste e ser da mesma ordem de grandeza da vazão do rio Amazonas (200 mil metros cúbicos por segundo).

O vapor de água liberado pelas árvores, levado pelo vento para o restante do país, influencia a circulação de ar sobre o Atlântico e o Pacífico. Isso faz da Floresta Amazônica uma peça fundamental para o equilíbrio do clima no Brasil. Gerard Moss diz que o desmatamento da região já está diminuindo o volume de chuvas em vários locais do país, alterando a características das estações e prejudicando os meios de sobrevivência de muitos brasileiros.

Um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostra que a diminuição da cobertura vegetal da floresta pode levar a uma maior freqüência do El Nino – fenômeno de aquecimento das águas do Pacífico que causa seca no Nordeste brasileiro e na própria Amazônia.
Como a floresta afeta o regime dos ventos (veja a animação)

1 – A radiação solar esquenta a floresta e funciona como um motor que provoca a circulação dos ventos.

2 – A Amazônia se comporta como se fosse uma grande chaleira. A evaporação das suas folhas que ocorre no dossel da floresta é maior do que a produzida pelo mar.

3 – A força dessa evaporação gera uma espécie de chaminé de vapor que suga o ar do oceano. Isso fortalece os ventos alísios, que trazem a umidade do mar para o continente. Esses ventos atravessam a Amazônia e então batem na Cordilheira dos Andes, defletindo para o resto do país.

4 – No verão, esses ventos carregados de umidade da Amazônia levam chuvas para as regiões Centro-oeste, Sudeste e Sul. Se a floresta diminuir muito, a transpiração por conseqüência será menor. Teme-se que isso provoque uma alteração nos ventos, que deixariam de soprar do Atlântico para o continente, causando seca no país.

Fonte:http://www.institutocarbonobrasil.org.br

Água - Uso Sustentável

Água

O Brasil tem 12% das reservas de água doce do planeta, o que deveria lhe garantir uma situação privilegiada no cenário mundial. Mas a falta de tratamento adequado para esse bem tem o tornado cada vez mais escasso. Exploração exagerada, despreocupação com os mananciais, má distribuição, poluição, desmatamento e desperdício são alguns dos fatores que comprovam o descaso com este recurso.
O crescimento desordenado das cidades e a ocupação de áreas de preservação são exemplos visíveis de atitudes (ou falta delas) que prejudicam a água do país. Em São Paulo, duas das principais represas que abastecem a cidade são gravemente afetadas pelo acumulo de casas às margens dos mananciais e consequentemente pela falta de saneamento básico. Além do esgoto residencial provenientes de loteamentos clandestinos, as fontes costumam receber detritos industriais, o que torna a água imprópria para o consumo, obrigando as empresas de abastecimento a realizarem um pesado tratamento antes de distribuí-la para a população.
A preocupação com a água alcança níveis mundiais, até porque já é considerada um dos recursos naturais que vem sofrendo escassez provocada pelas mudanças climáticas. Dados divulgados na conferência mundial sobre água realizada em agosto de 2007, em Estocolmo, revelam que, em 2025, a falta de água atingirá 1,8 bilhões de pessoas no mundo e que dois terços da população também serão afetados pela escassez do recurso.
"Antes pensávamos que o mundo acabaria com uma bomba atômica, guerras e conflitos armados. Hoje, o mundo acabará pela ação do homem e reação do planeta. A previsão é que se torne um verdadeiro caos se nenhuma providência for tomada em favor do meio ambiente", enfatiza o presidente da Ecoesfera, Luiz Fernando do Valle.
Para o presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas, o hidrogeólogo Everton de Oliveira, o Brasil dispõe de recursos hídricos invejáveis, mas sempre que se fala no assunto pensa-se em águas superficiais. Ele afirma que é necessário começarmos a pensar em alternativas e destaca que a disponibilidade hídrica subterrânea do país é de fazer tanta ou mais inveja que a superficial, especialmente por dispormos do maior aqüífero do planeta, o Guarani.
Oliveira explica que apesar de a vulnerabilidade dos recursos hídricos subterrâneos à contaminação ser algo tão propalado, é infinitamente menor do que a de um rio ou lago, cujos danos são imediatos. “Nos aqüíferos os danos são mais lentos e contornáveis”, esclarece.
O uso de águas subterrâneas é mais vantajoso porque elas são filtradas e purificadas naturalmente, o que determina excelente qualidade, dispensando tratamentos prévios; além disso, não ocupam espaço em superfície e sofrem menor influência das variações climáticas.
O Aqüífero Guarani é o maior manancial de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo, com um volume estimado de 46 mil quilômetros cúbicos. Está localizado na região centro-leste da América do Sul e ocupa uma área de 1,2 milhões de quilômetros quadrados, estendendo-se pelo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. A sua maior parte está presente em território brasileiro (2/3 da área total), abrangendo os Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
No Brasil, as águas do Aqüífero Guarani já são utilizadas com maior intensidade do que nos países vizinhos para abastecimento público, turismo termal e irrigação, entre outras aplicações. Especialistas temem que a exploração das águas do Guarani pode causar deterioração do aqüífero, em função de aumento dos volumes sugados e do crescimento das fontes poluição.
Oliveira diz que as condições do Guarani são muito variáveis em toda sua extensão, mas que, em geral, o aqüífero ainda não está ameaçado por contaminação. “As pequenas exceções ainda não o comprometem. Mas é preciso cuidar. E para isso existem grupos de trabalho dos quatro países, com apoio da OEA e do Banco Mundial, tendo sido terminada uma primeira etapa neste momento”, destaca.

 Neste link, você fica sabendo mais sobre a água no planeta Terra.


Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br

Aquecimento Global

Aquecimento Global

O problema do aquecimento global surgiu quando o homem passou a desenvolver novas tecnologias e a queimar combustíveis fósseis, como carvão e petróleo, para fazer máquinas e indústrias funcionarem. O resultado foi o aumento da emissão de gases que causam o efeito estufa, que consequentemente, passou a "segurar" mais calor próximo à superfície.

O Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC) estima que a temperatura média global possa aumentar de 2ºC a 4,5ºC até o final deste século. Em setembro de 2006, a Nasa demonstrou que as temperaturas globais estão muito próximas das mais quentes em milhares de anos. Nas últimas três décadas, a Terra esquentou 0,6ºC, o que eleva para 0,8ºC o total de aquecimento anormal observado no século 20.

Isso faz com que a temperatura média atual seja a maior dos últimos 12 mil anos. Um aquecimento de mais 1ºC seria o mais alto do último milhão de anos, pelo menos. "Se o aquecimento alcançar mais 2ºC ou 3ºC, provavelmente veremos mudanças que tornarão a Terra um planeta diferente do que conhecemos hoje. A última vez que ela esteve tão quente foi no Plioceno, há 3 milhões de anos, quando o nível do mar era 25 metros acima do atual", disse James Hansen, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa.

Clique aqui para ver as consequências do aquecimento global em detalhes.

Clique aqui para acessar o mapa com as consequências para o Brasil em 2100