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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Aquífero Guarani



"Trata-se de um aqüífero que se estende por uma área de 1,2 milhão de Km² aproximadamente, subjacente a oito estados brasileiros e a Argentina, Paraguai e Uruguai. O Aqüífero Guarani seria capaz de atender a uma população de 360 milhões de pessoas, o que significa quase o total da população da América do Sul, desde que a exploração fosse equilibrada, mantendo-se a retirada de água em quantidade inferior à recarga das chuvas." (ANA - Agência Nacional de Águas)

O Aquífero Guarani começou a se formar entre 245 e 144 milhões de anos atrás, quando havia na região centro-sul da América do Sul, mais especificamente na bacia do rio Paraná uma região desértica na qual estavam depositadas camadas de areia. Sua formação geológica é arqueada para baixo devido ao peso do derrame de basaltos ocorridos entre 135 e 120 milhões de anos quando da separação dos continentes.

As bordas desse arco se afloram à superfície e é nessa região que ocorre a recarga do aquífero. Aproximadamente, essa área coincide, em partes, com o relevo de cuestas que corta o estado de São Paulo numa linha nordeste sudoeste. Passando pelas regiões de Botucatu, São Carlos, Ribeirão Preto, dentre outras.

A rocha do aquífero é um excelente armazenador de água de água, os poros dessa rocha possuem boa comunicação, o que possibilita uma maior facilidade na exploração desse recurso. Para se ter uma idéia das águas subterrâneas, elas correspondem a 97% de toda água doce líquida do mundo e apresentam alto grau de pureza visto que as rochas e o solo que as recobrem normalmente agem como filtros.

No entanto, se essas águas forem contaminadas o prejuízo é incalculável. Pequenas quantidades de poluentes são capazes de contaminar milhões de litros d’água. Normalmente elas são contaminada por práticas agrícolas e industriais. As primeiras o contaminam lançando no solo grande quantidade de compostos como os nitratos, dentre outros fertilizantes. As indústrias podem lançar metais pesados (chumbo, cádmio, etc.). Há, também, os problemas de fossas e latrinas, dentre outros.

A extração de água de um aquífero deve ser feita com muita cautela e depois de se realizar muitos estudos. A retirada de água maior que a capacidade de recarga causa rebaixamento do nível de saturação, problemas como a subsidência (afundamento) e o risco de o solo ceder em ambientes cárticos já causaram vários inconvenientes.

O maior problema quem vem abalando o Aquífero Guarani é a instalação de indústrias e agroindústrias, práticas agrícolas equivocadas e sem estudo prévio; dentre outras, principalmente em áreas de recarga. As autoridades competentes devem julgar a viabilidade de projetos que possuem potencial de contaminar as águas subterrâneas. De forma a não permitir que o fator econômico fale mais alto que o ambiental. Uma satisfação econômica não pode prescindir a conservação do recurso mais fundamental para a vida – a água.


Fonte: Projeto Aquífero Guarani – ANA (Agência Nacional de Águas) Disponível em:

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