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terça-feira, 24 de março de 2015

Capitalismo - Charge


O capitalismo se estabeleceu como sistema econômico predominante, pela primeira vez na história, nos países da Europa Ocidental. Este sistema econômico divide-se em três fases:
Capitalismo Comercial ou Pré-Capitalismo: Essa fase estende-se do século XVI ao XVIII, iniciando-se com as Grandes Navegações e Expansões Marítimas Europeias. O acúmulo de riqueza era gerado através do comércio de especiarias e matérias-primas não encontradas em solo europeu.
Capitalismo Industrial: Inicia-se com a Revolução Industrial. O acúmulo de riqueza provinha do comércio de produtos industrializados das fábricas europeias. Enorme capacidade de transformação da natureza, por meio da utilização cada vez mais de maquinas movidas a vapor, gerando uma grande produção onde a multiplicação dos lucros era cada vez maior.
Capitalismo Monopolista-Financeiro: Iniciado no século XX (após término da Segunda Guerra Mundial) e estendendo-se até os dias de hoje. Uma das consequências mais importantes do crescimento acelerado da economia Capitalista foi o brutal processo de centralização dos capitais. Várias empresas surgiram e cresceram rapidamente: Indústrias, Bancos, Corretoras de Valores, Casas Comerciais e etc. A acirrada concorrência favoreceu as grandes empresas, levando a fusões e incorporações que resultaram, a partir dos fins do século XIX, na monopolização de muitos setores da economia.

Fonte:  www.geografia.seed.pr.gov.br

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Subdesenvolvimento

Favelas no primeiro plano e edifícios luxuosos em segundo plano, paisagem típica de um país subdesenvolvido

  O Subdesenvolvimento é um termo utilizado para fazer referência aos países cujo desenvolvimento econômico e social são limitados, apresentando um alto grau de desigualdades sociais e um elevado nível de pobreza e de miséria. Atualmente, a maior parte dos países é considerada subdesenvolvida.
Antigamente, utilizava-se a expressão “terceiro mundo” para se referir ao grupo de países hoje tido como subdesenvolvido, uma vez que o “primeiro mundo” seria os países desenvolvidos capitalistas e o “segundo mundo” seria os países desenvolvidos socialistas. No entanto, essa divisão não é mais utilizada e é considerada obsoleta.
Quais as origens do subdesenvolvimento?
Não há um total consenso na bibliografia especializada sobre as reais origens do subdesenvolvimento. No entanto, a corrente mais forte é aquela que preconiza que esse problema seja oriundo da exploração estrangeira colonial, em que países “descobridores” (as metrópoles) ocuparam e colonizaram outros povos (as colônias), submetendo-os à sua cultura e explorando intensamente os seus recursos naturais.
Entre as metrópoles, destacaram-se os países europeus, que colonizaram territórios nas Américas, na África e na Oceania, tendo eventualmente invadido e dominado alguns territórios localizados no continente asiático (a exemplo da dominação da Inglaterra sobre a Índia).
Além do colonialismo, registra-se também a ação do imperialismo, em que algumas nações – com destaque para a Inglaterra e os Estados Unidos – dominaram política, militar e economicamente outros países, impondo sobre esses os seus ritmos de produção e suas concepções de desenvolvimento.
Dessa forma, estabeleceu-se uma Divisão Internacional do Trabalho em que as colônias e países economicamente dependentes centravam seus esforços em produzir matérias-primas voltadas para o capital estrangeiro. Por outro lado, os países considerados centrais ou desenvolvidos transformavam essas matérias-primas em produtos industrializados, fornecendo suas mercadorias tanto para abastecer seu mercado interno quanto seu mercado externo.
Com isso, a economia interna e o mercado consumidor dos países subdesenvolvidos eram pouco dinâmicos, o que elevou o grau de dependência e acentuou os níveis de endividamento desses países para construir suas infraestruturas internas.
Quais são os critérios para definir um país como subdesenvolvido?
Para dizermos se um determinado país é subdesenvolvido ou não, são considerados alguns critérios específicos, como o Índice de Desenvolvimento Humano, a dependência econômica e tecnológica, os elevados índices de pobreza e miséria, registros de amplas desigualdades sociais, dívida externa e balança comercial desfavorável.
Esses países também são, em sua maioria, dependentes de produtos primários, de forma que seu grau de industrialização é baixo. Naqueles países, como o Brasil, em que se registra uma elevada presença de indústrias, é possível notar que a maioria delas é, na verdade, multinacionais estrangeiras, ou seja, as empresas privadas dos países centrais deslocam boa parte de seu processo produtivo para esses países, graças aos baixos salários dos trabalhadores, ao fácil acesso a matérias-primas e à busca por novos mercados consumidores.
O resultado dessa dinâmica é o agravamento das diferenças internacionais, pois as riquezas de um território são exploradas e os lucros gerados, em sua maior parte, são destinados às sedes das grandes corporações que geralmente se encontram em países desenvolvidos.
Qual a diferença entre países subdesenvolvidos e emergentes?
Muitas pessoas costumam entender que países emergentes não são mais considerados subdesenvolvidos, pois suas economias passaram por sucessivas evoluções de modo que esses se diferenciaram das demais nações periféricas. Porém, isso é uma falsa realidade.
Países como China e Brasil, que estão entre as maiores economias do mundo, ainda são considerados subdesenvolvidos. Isso porque a expressão “emergente” é utilizada para designar o grupo de países periféricos que, eventualmente, podem abandonar o seu grau de subdesenvolvimento e apresentar as mesmas características sociais dos países centrais em um futuro relativamente próximo (embora ele pareça cada vez mais distante!).
Portanto, os emergentes seriam uma espécie de “grupo” dentro dos países subdesenvolvidos, por apresentarem economias mais dinâmicas em relação aos demais. A grande questão é que esses países acreditavam que o mais importante era o crescimento econômico, de forma que o crescimento social viria como consequência, o que vem se demonstrando como uma concepção falsa.
Entre os países emergentes, podemos citar os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e o MIST (México, Indonésia, Coreia do Sul e Turquia).

http://www.brasilescola.com/geografia/subdesenvolvimento.htm

sábado, 26 de outubro de 2013

Questões Países Desenvolvidos do Norte e União Europeia



O mapa abaixo será utilizado para responder as questões 1 a 3.

 

1- Não fazem parte da União Européia os países com os números:
a) 6 e 10
b) 7 e 9
c) 7 e 8
d) 8 e 10
e) 3 e 1

2- Os países com as maiores economias são, respectivamente:
a) 4 e 1
b) 4 e 2
c) 1 e 5
d) 3 e 1
e) 5 e 4

3- Entre os países fundadores da União Europeia, em 1957, estão:
a) 7, 1, 5
b) 4, 1, 5
c) 3, 2, 1
d) 3, 2, 5
e) 2, 5, 1

4 - Assinale a alternativa com as palavras que, corretamente, completam a sentença abaixo.
“A _______________é o principal bloco econômico da atualidade, formada por ______ nações. Os países-membros estabeleceram a livre circulação de pessoas, mercadorias e serviços em seus territórios, além de a maior parte deles adotarem uma moeda única, o ____________, entre os países que não adotaram a moeda única está a ______________. Unificados, os países conseguem melhorar o desempenho econômico no cenário mundial. Isolados, não conseguiriam posições de destaque. Neste bloco econômico o país que possui a maior economia é a ________________”.

a) Apec, 28, dólar, Suécia, Alemanha.
b) União Europeia, 27, euro, Inglaterra, França.
c) Apec, 28, dólar, Inglaterra, Itália.
d) CEI, 27, dólar, França, Espanha.
e) União Europeia, 28, euro, Dinamarca, Alemanha.


5- (Mackenzie 2010 - Adaptada) A formação de blocos econômicos, com a finalidade de fornecer e ampliar mercados nacionais, já era uma realidade na Europa, desde meados do século XX, com a criação do Benelux. Atualmente, com o alargamento da U.E. - União Européia -, o bloco abrange a maior parte dos países europeus.
Assinale a alternativa que apresenta somente países que não pertencem à UE?
a) a Grécia, a Albânia e a Turquia.
b) a Noruega, a Islândia e a Suíça.
c) a Irlanda, a Inglaterra e a Dinamarca.
d) a Finlândia, a Suécia e a Rússia.
e) Estônia, Letônia, Croácia.

6- (ESPM 2007) Leia o texto:
O texto da Constituição européia foi redigido pensando no futuro. Prevendo a reação negativa de muitos setores da sociedade européia contra o provável ingresso da (.................) no seu clube exclusivo, seus redatores tiveram o cuidado de definir os limites territoriais de sua entidade como aqueles detidos pelos países membros.
(União Europeia. André Martin e Ivan Jaf, 2006)
O país mencionado no texto, cuja admissão na UE tem sido adiada sistematicamente, e os dois novos membros aceitos em 2007, são, respectivamente:
a) Turquia – Romênia e Bulgária.
b) Romênia – Turquia e Hungria.
c) Albânia – Bulgária e Romênia.
d) Iraque – Polônia e Malta.
e) Turquia – Romênia e Hungria

7- Sobre a Austrália, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Possui grande extensão territorial, porém possui pequena densidade demográfica.
b) É um dos únicos dois países localizados no hemisfério sul que são classificados como sendo países do Norte desenvolvido.
c) A população australiana encontra-se regularmente distribuída ao longo do vasto território do país.
d) Sydney e Melbourne são as maiores e mais importantes cidades australianas.

8- (Unifesp 2005) “A costa oeste dos Estados Unidos da América apresenta...”
a) pólos tecnológicos na região conhecida como Vale do Silício, que combina universidades e empresas.
b) grande presença de mão-de-obra migrante, devido à proximidade com a fronteira mexicana.
c) maior possibilidade de furacões que a costa leste, devido à presença de falhas geológicas.
d) menor densidade populacional na porção sul que na norte, em função das temperaturas mais baixas.
e) produção de laranja orgânica em larga escala, competindo com a produção brasileira.

9- Relacione as frases com o país referente:
(1) Nova Zelândia                     (2) Canadá                   (3) Estados Unidos                    (4) Japão
(    ) Maior produtor agrícola do mundo, a sua região central é considerada o celeiro agrícola do país.
(   ) Os ingleses e franceses fazem parte de sua colonização, tanto que neste país o inglês e o francês são consideradas línguas oficiais.
(    ) É um país densamente povoado, embora seja formado por cerca de 3.400 ilhas.
(    ) Grande produtor de leite e derivados e principalmente de lã.
(    ) O norte deste país não é muito povoado e, um dos fatores responsáveis por isto é clima hostil da região.
(    ) Sua capital é a cidade de Wellington.
(    ) A região nordeste deste país é uma das mais urbanizadas do mundo, onde encontra-se a maior megalópole do mundo.
(    ) Foi, durante vários anos, a segunda maior economia do mundo
A seqüência correta é:
a) 4, 2, 1, 3, 2, 1, 3, 4
b) 3, 2, 4, 1, 2, 1, 3, 4
c) 3, 2, 1, 4, 2, 3, 4, 1
d) 1, 4, 1, 4, 2, 3, 3, 2
e) 4, 2, 1, 3, 2, 3, 1, 4

10- Os Estados Unidos é quarto maior país do mundo, em extensão territorial, com mais de 9 milhões de km². A sua formação territorial ocorreu com a independência das 13 colônias, que tinham área de pouco mais de 1 milhão de km² de extensão. Assinale a alternativa correta sobre o processo de expansão territorial estadunidense.
a) A expansão territorial caracterizou-se pela vinda de imigrantes em massa e a construção de ferrovias.
b) As terras adquiridas após a independência foram todas incorporadas de forma pacífica.
c) Mesmo com a expansão territorial, a população nativa foi preservada o que acarretou na atual diversidade populacional do país.
d) Todas as áreas obtidas neste processo foram compradas da Rússia, como o Alasca, da Inglaterra como o Mississipi e o Texas da França.
e) Os territórios foram incorporados através de compras, tratados, outros foram cedidos e outros foram tomados de forma conflituosa. O México teve grande parte de suas terras incorporada aos Estados Unidos.



domingo, 20 de outubro de 2013

Cruzadinha – Europa




1- Moeda comum na Europa.
2- Clima predominante no continente.
3- A Europa está ligada a qual continente?
4- Mar localizado ao sul do continente.
5- O relevo do continente é predominantemente de..............
6- Fator que influencia no clima da Europa.
7- A corrente marítima que ameniza o clima na Grã Bretanha é a corrente do..............
8- Cadeia montanhosa que serve de limite entre a Europa e a Ásia.
9- Importante rio que nasce na Alemanha, atravessa vários países e deságua no Mar Negro.
10- Problema ambiental comum no verão em algumas regiões do continente.
11- Na Europa existe o mais antigo, maior e mais bem sucedido................................................
Palavra Chave- Elabore um breve texto explicando-a.




Respostas:
1- euro
2- temperado
3- ásia
4- mediterrâneo
5- planície
6- oceano
7- golfo
8- montes urais
9- danúbio
10- incêndio
11- bloco econômico
Palavra Chave- União Europeia





segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Globalização - Milton Santos

Resenha do documentário “Encontro com Milton Santos – O mundo global visto do lado de cá” 

Link do Filme: O Mundo Global Visto do lado de cá

No filme “Encontro com Milton Santos – O mundo global visto do lado de cá”, é feito um recorte singular sobre a globalização, a sociedade de consumo, as divisões que esta sociedade se encontra, o território, os efeitos famigerados da globalização, as crises que esta promove, as barreiras físicas e simbólicas postas pelo capitalismo como efeito da globalização, o papel da mídia e as revanches organizadas por suas maiores vítimas.
A crise se estabelece e Milton Santos faz este alerta quando afirma que: “O consumo é o grande fundamentalismo”. E é sagaz quando apresenta as três vertentes da globalização no mundo; a globalização como é posta, a globalização da perversidade e o mundo por uma outra globalização.
No decorrer do documentário é apresentada uma série de acontecimentos no mundo inteiro que focam a atenção nas causas que esta sociedade capitalista centraliza, a fim de obter benefícios próprios em detrimento da desorganização do território, da apropriação de bens comuns e do uso privado de riquezas mundiais por parte de uma minoria. Apropriações indevidas que geraram tensões por tentar deter grandes bens nas mãos de pequenos grupos, enquanto se assolava o estado de miséria e a sociedade crônica para todo o resto.
A tentativa de privatização da água potável em Cochabamba, Bolívia em 2000 e o 3º Fórum Mundial da Água em Kioto, Japão em 2003, foram eventos que chamaram a atenção do mundo para os efeitos da famigerada globalização frente à sociedade capitalista na qual vivemos.
Em meio à crise financeira , ao estado de caos que se encontra, tem-se o crescimento crônico do desemprego, a fome e o desabrigo que cada vez mais se alastra. Os baixos salários, o estado de mendicância e miséria em que as pessoas são postas, crescem diretamente proporcional ao que chamamos do segundo efeito da globalização, ou globalização da perversidade, em que a pobreza é vista com naturalidade.
Enquanto isto, a sociedade se divide em dois grandes grupos; “o grupo dos que não comem e o grupo dos que não dormem com receio do grupo dos que não comem.” (José de Castro). E Milton Santos ainda afirma que “produzimos mais comida do que consumimos”. E esta sociedade subdividida permanece criando barreiras de segregação. Sejam estas barreiras físicas – Muralha da China e Muro de Berlim – ou barreiras simbólicas – que é a que a Europa mantém contra os estrangeiros e clandestinos, a fronteira entre o México e o EEUU, onde a migração não é desejada.
Adiante os acontecimentos tem a mídia como a fábula da globalização, que assume o papel de intermediação diante desta, pois controla a interpretação do que acontece no mundo, em que não há produção excessiva de notícias, e sim de ruídos.
Contudo, a revanche é feita. Os grupos que são massacrados e postos à margem deste processo atroz de desenvolvimento global ganham força com seus movimentos e buscam reverter a ordem de tudo que está posto. A África e a América Latina são os gigantes despertando para os problemas que lhe são causados, e que não se promovem por quem lá habita e sim pelos grandes “olheiros” e investidores de mercado que ambicionam ganhar espaço para depois explorá-lo. E não há melhor modo de fazer isto, senão criando confrontos entre os grupos para adquirirem espaços de dominação.
Com o despertar destes grandes pólos de desenvolvimento, os espaços cada vez mais são tomados e causam incômodo. Daí tem os olhares do norte x os olhares do sul, que propicia a observação da diferenças de pólos econômicos em blocos capitalistas distintos; os que produzem e os que consomem. Numa fala mais íntima do que possa representar os grupos que tem e os grupos que não tem moeda de consumo numa sociedade que impera a globalização da perversidade.
E Milton Santos afirma que: “Não há cidadania no Brasil. A classe média não requer direitos, e sim privilégios.” O estado de cidadania nos é roubado pelo jogo de interesse no qual esta classe promove. Mas Milton Santos é perspicaz ao frisar que estas ações não são promovidas de modo estanque pelo Estado, e afirma que: “As fontes criadoras de diferenças e desigualdades são mais fortes que as ações do Estado. Para isto, é necessário um Estado socializante.”
Diante deste Estado socializante a ser construído há também uma sociedade e Milton Santos é muito feliz quando diz que esta sociedade na qual vivemos ainda é um ensaio; ela nunca existiu.

Fonte: Excrevivência